21 maio 2018

entangled

The Throws were entangled in a tree yesterday (see here) at Pretty-The-Old-Lady in the outskirts of Lisbon.

os mauzões do costume

Na altura em que escrevi este post sobre o Arlindo Marques (cf. aqui) não sabia quem eram os advogados da Celtejo.

Agora já sei:

A pesar de las evidencias, Celtejo sigue volcado en defender su imagen, tanto de fabricante de pasta de papel como de gestora forestal. Y en esta campaña se encuadra su desmedido proceso contra Arlindo Marques, en la que no ha escatimado en gastos. El funcionario de prisiones tiene enfrente al prestigioso bufete de abogados Cuatrecasas. Beneficiario de varios contratos, algunos sin licitación, con el Banco de Portugal por más de 2,5 millones de euros, y con otras entidades públicas del país por valor de unos 5 millones, Cuatrecasas, Gonçalves Pereira S.L.P. ha puesto al frente del caso a abogados como João Regadas, que ya ha participado en operaciones multimillonarias con empresas privadas como Sonae o Alantra, y con instituciones públicas como la Câmara Municipal de Oporto, y José de Freitas, vice-presidente del Consejo de las Órdenes de Abogados Europeas (CCBE).
Cañones contra pajaritos. Arlindo Marques asegura que “proTEJO me está dando todo el apoyo, y todos los ayuntamientos (a la vera del Tajo), Mação, Gavião, Nisa, Vila Franca de Xira, Abrantes…, todos han emitido votos de solidaridad conmigo. Ahora, soy yo el que tiene que poner el dinero para el abogado. Ahora estamos haciendo un crowfunding para ayudarme a costear el proceso. Cuando los abogados de Celtejo me pusieron la denuncia, yo tenía un plazo para contestar de un mes, y sólo esa contestación legal, sin la cual hubiera tenido que pagar 250.000 euros, me costó 1.500 euros”. (cf. aqui)

São os mauzões do costume.

20 maio 2018

os burocratas de Deus

Eu gostaria agora de voltar a um tema que aflorei em baixo, o da relação entre Cristo e os fariseus, porque ele é útil para explicar a história do Joãozinho e muitas outras histórias - na realidade, é uma espécie de regresso às origens civilizacionais.

Porquê a tensão entre Cristo e os fariseus?

Porque os fariseus escondiam Deus do povo, colocavam uma muralha entre o povo e Deus, de tal maneira que o povo não tinha acesso a Deus. Deus - o Bem -  era só para eles.

O fariseu era como o miúdo que só quer a bola para ele e a esconde atrás das costas de maneira que os outros não lhe possam tocar, nem sequer ver.

O judaísmo é uma religião de regras - a Lei Mosaica - e as pessoas chegam a Deus observando 613 regras ou leis. Os fariseus desenvolveram uma forte tradição de interpretação destas leis. Porém, esta interpretação tornou-se de tal modo complexa, minuciosa e rebuscada que as pessoas ficavam presas nas regras e descuravam Deus, o seu espírito ficava concentrado na legislação, e não no legislador.

Os fariseus e as suas leis tornaram-se um muro que impedia as pessoas de chegarem a Deus. Deus era só para eles, já que os outros se viam impedidos de lá chegar por uma muralha de leis. Com uma agravante: eles não cumpriam as regras tal como exigiam aos outros e aproveitavam-se frequentemente da interpretação das leis para benefício próprio.

Eles impunham um mundo complexo e difícil aos simples e reservavam outro, muito mais simples e melhor, para si próprios.  Daí a indignação de Cristo: "Hipócritas!".

Os fariseus eram, por assim dizer, os burocratas de Deus, de tal maneira que quem quisesse chegar a Deus tinha de passar primeiro por eles e por um emaranhado de procedimentos ou regras de que eles eram os guardiões. Como acontece com muitos burocratas, cobravam-se pelo meio. Havia que pagar os emolumentos: eles criavam dificuldades para depois vender facilidades.

A batalha de Cristo consistiu em tirar os fariseus e as suas leis do caminho e permitir a qualquer um o acesso directo a Deus. As 613 regras do judaísmo foram substituídas por uma só - amar a Deus e aos outros como a si mesmo. Era uma regra que não carecia de especialistas ou profissionais para a sua interpretação, qualquer um a podia compreender e aplicar. Cristo desburocratizou Deus.

E aquele que era um Deus distante e inacessível à maioria, tornou-se um Deus próximo e acessível a todos. Um Deus que era exclusivo de uns quantos tornou-se um Deus universal. Esta foi uma das grandes, talvez a maior, das revoluções do Cristianismo, que foi a de tornar Deus popular, a de democratizar Deus.

São estes mesmos fariseus que hoje se põem no caminho da obra do Joãozinho, que é uma obra de bem e portanto uma obra de Deus, com a imposição das suas regras, dos seus protocolos, dos seus pareceres, dos seus legalismos, dos seus processos judiciais.  E tudo aconteceu quando compreenderam que o Joãozinho não iria pagar emolumentos a ninguém.

Uma obra pública e de bem hoje não se pode fazer no nosso país sem passar pelos fariseus - a casta, como lhe chamei noutra altura, que se encontra sobretudo nos partidos políticos que controlam o Estado, nos administradores públicos e nas sociedades de advogados que os assessoram - e sem que eles cobrem os respectivos emolumentos.

É preciso voltar a Cristo e aprender com Ele como os tirar do caminho.


this morning

The Throw Brothers left Lisbon this morning (here) heading to Oporto.

Mission: to rescue brother Peter from the Fourhouses Armada 6th attack scheduled for May 29th.

rabi

Os fariseus gostavam muito que lhes chamassem rabi, uma palavra que significa professor (cf. aqui).

Neste artigo da Margarida Gomes no Público (cf. aqui), publicado no ano passado,  logo no primeiro parágrafo é referido um Professor em Direito Administrativo que é especialista em contratos públicos (pode passar por cima do resto do artigo porque é uma calúnia pegada em que eu apareço a traficar terrenos do HSJ sem conhecimento deste).

Quem é o "Professor"?

a) Paulo Rangel
b) Filipe Avides Moreira
c) Vasco Moura Ramos
d) Raquel Freitas
e) José de Freitas

(Publicarei a primeira resposta acertada)

numa só frase

Eu gosto de pensar Cristo mais como homem do que como Deus, embora ele fosse as duas coisas ao mesmo tempo. É que isso me permite pensar "Se ele foi capaz, eu também serei", e  me mantém sempre animado na prossecução da obra do Joãozinho, a despeito dos revezes dos últimos dois anos.

É claro que isto de imitar Cristo não é nenhuma novidade minha. É a função dos padres católicos desde há dois mil anos, e dos pastores protestantes nos últimos cinco séculos.

O julgamento a que estou a ser sujeito não é uma das semelhanças menores que eu encontro com Cristo. Ele também foi julgado e o processo penal que conduziu ao julgamento deixou muito a desejar, tanto no caso dele como no meu. A calma e a tranquilidade que tenho demonstrado no banco dos réus não deve ser muito diferente da que ele exibiu:

-Mas que mal fiz eu?,

é a pergunta que faço e não encontro resposta. Ele também não a deveria ter.

E quando reconheço que "chamei uns nomes desagradáveis a uns juristas e a uns políticos", não consigo deixar de acrescentar logo a seguir: "Ele também o fez e. como eu, tinha mais do que razão". E isso leva-me de volta aos fariseus, onde as semelhanças são enormes.

Tal como ele, eu também travo um combate com fariseus. E, em ambos os casos, esse combate pode resumir-se  numa só frase:

a) Um por todos e todos por um
b) Saiam da frente
c) Deus é um só
d) Quem manda sou eu
e) Deixai vir a mim as criancinhas

Ele acabou por triunfar. No meu caso ainda não é certo. Mas, no fim, depois de estabelecer todas estas analogias e semelhanças com Cristo, o que é que Cristo me dá?

Esperança.

A Inspiração

Ingratidão?

Incompreensão?

Calúnia?

Negação?

Réu?

Impopularidade?

Adversidade do poder político?

Fariseus?

Doutores de Leis?

Ora!... Se Ele aguentou tudo isso...

a) ... eu também vou aguentar
b) ... toda a gente aguenta
c) ... só um santo aguenta
d)...  não sei se vou aguentar
e) ... eu não vou aguentar

(Publicarei a primeira resposta acertada)

19 maio 2018

um zelo religioso

Em Janeiro de 2014, quando tomei posse como Presidente da Associação Joãozinho, eu declarei num pequeno discurso escrito, durante uma cerimónia simples realizada no átrio do HSJ, que iria fazer esta obra com "um zelo religioso".

Qual era a figura religiosa que eu tinha (e tenho) no espírito para me servir de inspiração e exemplo?

a) Jesus Cristo
b) S.Paulo
c) Papa Bento XVI
d) Papa João Paulo II
e) S. João

(Publicarei a primeira resposta acertada)

O Roque e a amiga

Neste lote de testemunhas de acusação (cf. aqui), há duas que fazem a figura de  "O Roque e a amiga", onde está uma, está a outra.

Identifique o par.

(Publicarei a primeira respostas acertada)

PS. Hoje é o Zé do Pipo que está em forma. Manolo debe estar bebiendo mucha cerveza.

esconder

A principal característica dos impostores é a de ocultarem a realidade cobrindo-a com uma capa de aparências. Passam a existir, por assim dizer, duas realidades, uma que é a verdadeira, outra que é falsa, a segunda servindo para esconder a primeira.

Por que é que eles farão isto?

Porque

a) querem o Bem só para eles
b) são artistas de teatro
c) são democratas
d) são verdadeiros cristãos
e) gostam da fantasia

(Publicarei a primeira resposta acertada)

crítico

Cristo era um grande crítico dos fariseus porque eles:

a) não eram judeus
b) eram maus intérpretes da Lei
c) ocultavam Deus ao povo
d) eram judeus
e) tinham um Deus diferente do dele

(Publicarei a primeira resposta acertada)

na Bíblia

Existe na Bíblia um grupo populacional de impostores por excelência,

1a) macabeus
1b) filisteus
1c) fariseus
1d) essénios
1e) moabitas,

que era um grupo onde sobressaíam os

2a) camponeses
2b) agricultores
2c) médicos
2d) juristas
2e) pescadores

(Publicarei o primeiro par de respostas acertadas)

impostores

Impostura (cf. aqui) é a palavra que eu utilizaria para descrever aquilo que de principal existe nos depoimentos das testemunhas de acusação deste processo judicial (cf aqui).

Agora, procure adivinhar qual foi para mim o maior impostor até ao momento:

1a) Paulo Rangel
1b) António Ferreira
1c) João Oliveira
1d) Filipe Avides Moreira
1e) Nuno Botelho,

e o impostor mais incompetente:

2a) Paulo Rangel
2b) António Ferreira
2c) João Oliveira
2d) Filipe Avides Moreira
2e) Nuno Botelho

(Publicarei o primeiro par de respostas acertadas)

18 maio 2018

Portugal Binte-Binte (VIII)

(Continuação daqui)

VIII. O Dr. Encarnaçon


-Cuatrecasas, boa ...

-Olá Leninha...é o Silba... o Silba dos Leitons...

-Olá senhor Silva... ao tempo...

-Pois...menina...

-Então, em que tenho o prazer...

-Queria falar com o Dr. Encarnaçon, menina...

-O Dr. Encarnação!?... Não temos cá nenhum Dr. Encarnação...

-Eu sei, menina... mas bocês são amigos dele...

-Como é que o senhor sabe?...

-Dos blogues, menina ... quero falar co pai...num é co filho...é co pai!...co filho fala muito bem calado...

-E para que quer o senhor falar com o Dr. Encarnação...?

-É por causa do carnabal lá em Canelas... já estamos a organizar a festa do próximo ano, menina...

-E que festa é, senhor Silva ?...

-É a Palhaçada, menina... todos os anos organizamos lá a Palhaçada no Clube Recreatibo...o assunto é que muda, menina...

-E qual é o tema deste ano?

-Cunflitos de interesses...

-Conflitos de interesses?... o senhor também sabe de conflitos de interesses?...

-Sim, menina... aprendi nos blogues...com um senhor que tem um nome em estrangeiro...deixe cá ber se eu me lembro, menina... Píter ...agora esta parte é que é mais difícil...Troueeee...

-Peter Throw?

-A menina conhece?...

-Sim, sim...Peter Throw ...Throw...o senhor tem de meter a língua entre os dentes...Th...Th...

-Tenho de meter a língua onde, menina...?

-Entre os dentes...Throw...Throw...

-Ai... a menina é ton safadona, carago...Troueeee...Troueeee... e onde é que eu tenho de meter a língua, Leninha...?

-Bom...senhor Silva... fale-me da situação de conflito de interesses...o senhor está numa situação de conflito de interesses?...

-Sim, menina...aprendi essa coisa dos cunflitos de interesses numa acçon de formaçon da Associaçon Comercial...

-Ah sim!?...

-Sim, menina... os professores eram o Paulinho e o Dr. Abides...o Dr. Encarnaçon estaba na assistência...

-E então?

-Aprendi nas aulas práticas, menina...é assim... o Paulinho e o Dr. Abides son directores da Quatro Casas...e também son directores  da Associaçon... e a Quatro Casas bende serviços jurídicos à Associaçon...e o Paulinho arranja uns subsidiozitos para a Associaçon lá em Bruxelas...

-E depois?

-A menina lembra-se daquele subsidiozito de 3 milhons que bocês aí arranjaram para a Junta de Canelas mandar o pessoal almoçar e jantar todos os dias ao Silba dos Leitons... non se lembra?

-Sim, lembro-me...

-O problema é que no contrato, o Basquinho... esse safadon é muito distraído... pôs um preço de 15 euros por refeiçon, menina ... e isso não dá nem para a batata frita, menina...

-E o que é que o senhor Silva fez...?

-Ofereci um dia de leiton grátis a toda a populaçon de Canelas ... son meia dúzia de gatos pingados...e eles elegeram-me para Presidente da Junta...a minha Sãozinha é a Bice...

-E depois?

-Depois, menina?... mudei o contrato da Junta com o Silba dos Leitons... passou a ser 500 euros cada refeiçon...actualizado em cada ano pela taxa de inflaçon mais un ceprede de 25%...

-O senhor também já percebe de spreads...?

-Sim, sim, menina... aprendi nos blogues...com aquele senhor Píter...Te...Te...Te ...onde é que meto a língua, Leninha?... ai que safadona que a menina me saiu...

-E a população de Canelas?...

-Anda tudo a dizer mal de mim...e é por isso que eu quero o Dr. Encarnaçon para a Palhaçada do  Carnabal lá no Clube Recreatibo, menina...

-Para fazer o quê?

-Para a encenaçon, menina... ele traz o Paulinho, o Basquinho e o Dr. Abides...mas para o papel principal eu quero o Dr. Abides...

-Oh senhor Silva, mas isso vai-lhe ficar muito caro...são todos juristas altamente conceituados...

-Non se preocupe, menina... a bender o leiton a 500 euros o prato dá para tudo, menina...eu pago tudo, menina!...

-O que é que o Dr. Encarnação deve fazer?

-É assim, menina...O Dr. Encarnaçon... perante toda a assistência do Clube Recreatibo de Canelas ... toda!...debe perguntar ao Dr. Abides:

-Dr Abides, distinto adebogado e director da sociedade Quatro Casas... que tem mais de cem anos de existência...beja lá menina, cem anos...e também distinto director da Associaçon Comercial que já existe há mais de cento e cinquenta anos... beja lá Leninha, tanto tempo... Dr. Abides... diga-me uma coisinha, por fabor... e prometa-me que jura pela alma da sua abozinha... da sua abozinha!... o Silba dos Leitons...ilustre cidadon desta nobre bila de Canelas ... terra do Macaco que dá cabeçadas nos árbitros...concelho de Bila Noba de Gaia... porque há muitas Canelas espalhadas por esse país fora, menina... o Silba dos Leitons ... esse homem honrado e nosso distinto Presidente da Junta ...o Silba do Leitons é homem para se meter em situaçons de cunflito de interesses, carago!?

-E o que deve o Dr. Avides responder, senhor Silva?

-Debe responder assim, menina:  Dr. Encarnaçon, ilustre colega adebogado e Mestre da Encenaçon... o Silba dos Leitons sabe fazer muitas coisas ao mesmo tempo, carago... tem uma capacidade de trabalho inbulgar... é o homem mais inteligente que conheço, carago...pode ser dono do Silba dos Leitons e Presidente da Junta de Freguesia de Canelas ao mesmo tempo e ainda lhe sobra tempo... e também  sabe muito bem separar as águas... ele que non se esqueça desta coisa das águas, menina, para sair tudo muito lavadinho.... e até empresta dinheiro aos nobe irmãos da Sãozinha e aos seus binte e quatro sobrinhos... e é Professor da Confraria do Leiton... ah... espere aí, menina ...já me esquecia...diga ao Dr. Encarnaçon que só há uma coisinha que o Dr. Abides não debe dizer no Clube Recreatibo...

-E o que é, senhor Silva?...

-Que além da minha esposa em Canelas, a Sãozinha... também tenho uma amiguinha em Baladares, a Banessazinha... que isso é que é berdadeiro cunflito de interesses, carago...

17 maio 2018

jantar

Foi há três ou quatro semanas, as notícias sobre a situação das crianças internadas no HSJ estavam ainda no auge, que um amigo me convidou para jantar em sua casa.

Trata-se de um senhor de muita idade, perfeitamente saudável e activo e com uma vasta experiência de vida. Queria saber sobre o Joãozinho porque ele próprio é mecenas do Joãozinho.

De pé, em privado, junto aos nossos respectivos lugares na mesa, estive a contar-lhe, enquanto os outros convidados ainda conversavam na sala e os primeiros indícios do cozido à portuguesa começavam a ser colocados na mesa.

Ouviu-me em silêncio durante uns minutos. Até que eu cheguei ao final descrevendo a situação actual do Joãozinho: "Tenho a obra parada há dois anos; e agora sou réu em Tribunal".

Ele olhou para mim com um ar incrédulo, pareceu reflectir por uns momentos e comentou:

"Pois...o Pedro Arroja...

a)... nunca os convidou para a sua moradia na Foz..."
b)... não lhes pagou as comissões..."
c)... anda para aí a privatizar os rios..."
d)... nunca lhes serviu um cozido como este..."
e)...nunca lhes deu a beber este vinho da Bairrada...".

O cozido já estava todo sobre a mesa e os convidados sentavam-se. E assim fizemos nós.

Foi um excelente jantar.

(Publicarei a primeira resposta acertada. O espanhol hoje está em forma, só falhou uma, que foi para o José Lopes da Silva. Deve ser um independentista catalão)

personagens

Eu vejo todas estas testemunhas de acusação (cf. aqui), mais os advogados de acusação, como personagens:

a) de um filme de terror
b) de uma peça de teatro
c) da claque Juve Leo
d) do circo Mariano
e) nenhuma das respostas acima

(Publicarei a primeira resposta acertada)

representa

De todos as testemunhas de acusação neste processo judicial (cf. aqui), incluindo os advogados de acusação, adivinhe qual a figura a que eu acho mais graça e, de longe, a mais interessante pelo papel que representa.

Ofereço-lhe cinco nomes à escolha:

a) Nuno Cáceres
b) Raquel Freitas
c) Adriano Encarnação
d) Paulo Rangel
e) Avides Moreira

(Publicarei a primeira resposta acertada)

outsmarting

Como já referi noutros lugares, a Dra. Raquel Freitas e o Dr. Filipe Avides Moreira tomaram conhecimento do meu comentário televisivo no próprio dia por telefonemas do Professor Paulo Rangel. O Professor Paulo Rangel tomou conhecimento dele no dia seguinte por um telefonema do Professor António Ferreira. O Professor António Ferreira nunca viu o comentário nem nunca telefonou a ninguém para falar sobre ele.

Trata-se de um caso em que um médico conseguiu outsmarting  três advogados de uma só vez, porque:

a) nunca vê televisão
b) nunca telefona a advogados
c) não comenta comentários
d) não entra em polémicas
e) não sabia o que é que estava ali a fazer em Tribunal.

(Publicarei a primeira resposta acertada)

morreu solteira

-Professor Paulo Rangel não teve qualquer intervenção no Protocolo
-Ela, Dr. Vasco Moura Ramos e Dr. Filipe Avides Moreira trabalharam no Protocolo
-Não sabe quem fez o Protocolo de raiz.
-Não se lembra se foi ela que o fez de raiz.

Tomei estas notas quando depunha a advogada Raquel Freitas, no momento em que era interrogada pelo advogado Adriano Encarnação acerca da autoria do Protocolo que deu origem a este processo judicial (cf. aqui)

A conclusão é a de que o autor do Protocolo e, portanto, a culpa de toda esta sarilhada (paragem da obra, meu comentário, processo judicial) é de:

a) Raquel Freitas
b) Vasco Moura Ramos
c) Filipe Avides Moreira
d) Papá Encarnação
e) ninguém.

(Publicarei a primeira resposta acertada)

a maneira

Estas são as notas que tomei quando o advogado Miguel Cerqueira Gomes testemunhava em Tribunal (cf. aqui) sobre a maneira como tomou conhecimento do meu comentário televisivo.

-Não viu o programa.
-Viu artigo no jornal, mas não se lembra qual.
-Ouviu falar do comentário
      -ficou espantado
      -coisa que não pode ser verdade.

Veja agora se consegue responder à questão seguinte.

O advogado Miguel Cerqueira Gomes tomou conhecimento do meu comentário porque:

a) viu
b) leu
c) ouviu
d) não se sabe como
e) sonhou

(Publicarei a primeira resposta acertada)

o chão estremece

O intelectual é uma figura do protestantismo e a figura mais corrosiva da cultura católica tradicional..

Portugal e a Espanha, que dominavam o mundo em finais do século XV, perderam progressivamente importância, ao ponto de se reduzirem quase à insignificância, porque a ofensiva protestantes tinha consigo os intelectuais. A derrota do catolicismo  na batalha das ideias foi total.

O intelectual olha a vida sob o prisma da razão, ao passo que o catolicismo tradicional olha-a como matéria do coração. Penso num Voltaire. Ele foi demolidor para a nossa cultura e para os países da nossa cultura. E do lado de cá não havia ninguém que se lhe opusesse. Não havia intelectuais.

E não é de estranhar porque o alvo da Inquisição eram precisamente os intelectuais.

É claro que, sendo o catolicismo uma cultura universal, ele imita tudo aquilo que há no mundo, e na cultura católica os intelectuais lá se vão impondo e, nalguns casos, são eles agora  que desafiam a Inquisição.

O intelectual é uma figura extremamente corrosiva e demolidora da cultura católica tradicional, mas a sua emergência é um sinal de que a cultura católica se está a adaptar aos tempos modernos. Na minha opinião, o maior intelectual católico do último século é o Papa Emérito Bento XVI - não surpreendentemente o Papa menos popular das últimas décadas.

Para ilustrar como ele pode ser uma figura corrosiva da cultura tradicional, imagine um intelectual a ver desfilar em tribunal um grande número de testemunhas, a maior parte advogados, com o seu estatuto de agentes da justiça, a sua corporação, com os seus tiques e salamaleques corporativos, o seu estatuto de profissão maioritária no Parlamento, que lhes confere a importância e os privilégios de serem os guardadores por excelência do Estado de Direito Democrático.

E depois de os observar horas a fio e os ouvir, e de submeter tudo aquilo a escrutínio racional, levanta-se, sorri e declara candidamente ao mundo, para que todos o possam ouvir:

"Eles são ...

a) ... pessoas muito sérias".
b) ... muito simpáticos".
c) ... os grandes promotores do bem-comum".
d) ... os guardadores do Estado de Direito Democrático".
e) ... uns impostores".

É uma bomba. Até o chão estremece. Certamente na sede da corporação e talvez também no Parlamento.

(Publicarei a primeira resposta acertada)

blogger e intelectual

Que engraçado, o sonho do Vítor Constâncio (cf. aqui).

Eu dar-lhe-ia um conselho.

Cuidado. Olhe que em Portugal e Espanha esses tipos correm o risco de "ir dentro".

Veja lá no que é que se vai meter. E nunca se esqueça daquilo que caracteriza um verdadeiro intelectual: o gosto e a coragem para ser impopular (cf. aqui).

Duvido que seja capaz. Foram muitos anos de institucionalização e de formatação.

Mas tente. Boa sorte.

16 maio 2018

A ilação

O Professor Paulo Rangel é eurodeputado em Bruxelas, onde se decidem os fundos comunitários.
O Professor Paulo Rangel também é vice-presidente do Partido Popular Europeu.
O Professor Paulo Rangel era, à altura dos factos que ditaram este processo judicial (cf. aqui), director da Cuatrecasas, sendo seu sub-director o Dr. Filipe Avides Moreira (o qual é o seu actual director).
O Professor Paulo Rangel e o Dr. Filipe Avides Moreira são ambos directores da Associação Comercial do Porto (cf. aqui).
O Dr. Nuno Botelho, que foi aluno do Professor Paulo Rangel, é o presidente da Associação Comercial do Porto (cf. aqui).
Segundo o Dr. Nuno Botelho, a ACP é um lóbi (cf. aqui) que se financia sobretudo por fundos comunitários.
A ACP é cliente da Cuatrecasas (cf. aqui).

A ilação a tirar é que os fundos comunitários, em parte, acabam:

a) Na ACP
b) Na Cuatrecasas
c) No Professor Paulo Rangel
d) No Dr. Avides Moreira
e) Todas as respostas acima.

(Publicarei a primeira resposta acertada)

PS: Pode ser que este quizz ajude a resolver o anterior que até o espanhol considera muito difícil.

as águas

-Tem uma capacidade de trabalho absolutamente invulgar.
-Tem uma capacidade invulgar de fazer várias coisas ao mesmo tempo.
-Foi líder parlamentar do PSD.
-É eurodeputado e trabalha ao mesmo tempo.
-Característica pessoais:
                  a) amigo do seu amigo;
                  b) solidário: partilha aquilo que ganha;
                  c) ajuda financeiramente os seus amigos e familiares;
                  d) faz empréstimos (e doações) a tios e a primos;
-É de uma honestidade que está acima de qualquer suspeita.
-Incapaz de fazer uso da sua posição para alcançar benefícios para a sociedade de advogados.
-Separa sempre as águas jurídicas das políticas.
-Consequências do comentário televisivo:
                  a) sentiu-se atingido na sua honestidade, probidade, generosidade;
                  b) sentiu-se devastado, revoltado, injustiçado, ofendido.

Estas são algumas das notas que tomei das declarações de uma testemunha (cf. aqui) sobre o Professor Paulo Rangel, proferidas no passado dia 4 de Maio no Tribunal de Matosinhos:

Adivinhe quem as proferiu:

1a) Filipe Avides Moreira
1b) Raquel Freitas
1c) Nuno Botelho
1d) Nuno Cáceres
1e) Pedro Magalhães,

e o que é que a testemunha teria em vista transmitir ao Tribunal acerca do Professor Paulo Rangel.

Que ele é incapaz:

2a) de se sentir magoado
2b) de assumir posições de conflito-de-interesses
2c) de votar no PS
2d) de emprestar dinheiro aos tios
2e) de trabalhar pouco

(Publicarei o primeiro par de respostas acertadas)

uma só palavra

Se me pedissem para caracterizar com uma só palavra aquilo que existe nas declarações em tribunal das testemunhas de acusação neste processo judicial (cf. aqui), eu utilizaria a palavra:

a) franqueza
b) maldade
c) acrimónia
d) despeito
e) impostura

(Publicarei a primeira resposta acertada)

da Foz

A avaliar pelo número de citações em tribunal, o advogado da Cuatrecasas que mais gosta da minha moradia na Foz, porque ele/a próprio/a é um/a menino/a da Foz, é:

a) Professor Paulo Rangel
b) Filipe Avides Moreira
c) Vasco Moura Ramos
d) Raquel Freitas
e) José de Freitas

segredo

Era um segredo muito bem guardado há quase 20 anos. Mas agora, que já foi revelado por mais do que uma dúzia de vezes no Tribunal de Matosinhos, eu sinto-me na obrigação de o anunciar ao mundo.

É o seguinte:

Eu tenho uma moradia:

a) No Restelo
b) em Cascais
c) em Vilamoura
d) Na Foz
e) No Bairro do Aleixo

(Publicarei a primeira resposta acertada)

uma relação

Sendo o Professor Paulo Rangel e o Dr. Avides Moreira directores da Cuatrecasas e ao mesmo tempo directores da ACP, e sendo a ACP cliente da Cuatrecasas, então eles engendraram uma relação de:

a) chicharro
b) polvo
c) pescadinha de rabo na boca
d) sável
e) pargo

(Publicarei a primeira resposta acertada)

cliente

Segundo Nuno Botelho, presidente da Associação Comercial do Porto (cf. aqui) e testemunha neste processo judicial (cf. aqui), a Associação Comercial do Porto é:

a) cliente da Cuatrecasas
b) não é cliente da Cuatrecasas
c) é cliente da LPMJ - Sociedade de Advogados
d) é cliente da Garrigues
e) Telles de Abreu Advogados

(Publicarei a primeira resposta acertada)

15 maio 2018

O magistrado

Foi no ambiente que descrevi em baixo que, no passado dia 4, quando me sentei no banco dos réus, deparei com uma surpresa.

O magistrado do Ministério Público que desde o início acompanhou o meu julgamento (cf. aqui) não estava presente, e tinha sido substituído por um colega (*).

Inicialmente, não dei grande importância ao assunto. Talvez o impedimento fosse temporário, se calhar até tinha metido férias porque essa semana tinha um feriado pelo meio (1º de Maio). Hoje, não estou tão certo.

Aquele magistrado é que assistiu à parte substancial do julgamento e aos depoimentos das testemunhas cruciais, na realidade foi ele que colocou as questões mais embaraçantes à Acusação no sentido de apurar a verdade dos factos que precederam e justificaram o meu comentário televisivo.

Eu espero que ele esteja de volta na próxima sessão, que será provavelmente a última, e onde serão produzidas as alegações finais - a fase final do julgamento onde as diferentes partes (acusação particular, MP e defesa) pedem a condenação ou a absolvição do réu.

E se não estiver?

Se não estiver, eu vou ter de comentar.

E não será bom.


(*) Não os menciono pelo nome porque não sei os nomes nem de um nem de outro nem, por enquanto, quero saber. Nenhum deles é o magistrado que produziu a acusação. Este último chama-se António Prado e Castro.

Embaraçante

Eu pretendo agora voltar, que a poeira já assentou, a um post que escrevi (este) logo depois da última sessão do meu julgamento - a quinta - que teve lugar no passado dia 4.

Nesse post eu descrevi o ambiente que prevalecia nas hostes da Acusação como sendo de alvoroço. Baseava-me, para isso, nos sinais que me tinham chegado nos dias anteriores à sessão, por mais do que uma via, e na própria sessão do julgamento.

No post eu apontava três factores para esse ambiente, e aqui pretendo concentrar-me no terceiro - o artigo do JN (aqui).

Este artigo, aos olhos de qualquer jurista, é devastador para a Acusação. E são dois os aspectos principais.

Primeiro, as indemnizações: Então a Cuatrecasas/Paulo Rangel exigem-me 100 mil euros de indemnização e depois já aceitam ficar-se pelos 5 mil? Não é sério.

Segundo, as licenças: Então, segundo a Cuatrecasas, as licenças são tão necessárias, e no documento final que vem a ser assinado (com a Cuatrecasas entretanto afastada do processo), já não são necessárias de todo e a obra recomeça sem elas? Que estranho.

Conclusão: Aquele documento visava impedir o avanço da obra e boicotá-la. E o processo judicial em curso (cf. aqui) serviria para abafar a situação, arruinando a credibilidade da Associação Joãozinho e do seu presidente.

O artigo do JN - o primeiro relato do processo judicial na comunicação social - é devastador para a Cuatrecasas/Paulo Rangel. E o que dizer do Ministério Público que subscreveu uma queixa-crime fútil e a transformou em acusação criminal?

Embaraçante.

Só resta uma saída para que a Cuatrecasas/Paulo Rangel e o Ministério Público possam salvar a face.

Que eu seja condenado, custe o que custar. Nem que seja numa indemnização de 50 euros ao Paulo Rangel e outro tanto à Cuatrecasas.

É isso que explica o alvoroço.