22 abril 2018

Aquilino Ribeiro

Só alcança quem não cansa.

A. Ribeiro

não foi só cerimónia

A obra iniciou-se neste dia, 3 de Março de 2015 (cf. aqui).

E não foi só cerimónia porque imediatamente começaram os trabalhos de instalação do estaleiro da obra.

Entretanto, em meados de Abril os trabalhos foram parados devido a "vários obstáculos burocráticos" que foram levantados pela própria administração do HSJ e pela sua assessora jurídica, a sociedade de advogados Cuatrecasas - cujo director era o Dr. Paulo Rangel (cf. aqui)

Os trabalhos foram retomados em 2 de Novembro, iniciando-se a fase de demolições (cf. aqui).

A obra viria a ser efectivamente boicotada mais tarde, já sob a vigência do actual Governo, e parou a 2 de Março de 2016 - exactamente um ano menos um dia após ter sido iniciada. (O HSJ não retirou o Serviço de Sangue do perímetro da obra e os trabalhos de demolição não puderam prosseguir).

Está a postos para recomeçar a todo o momento.

o homem

O homem que vai construir a nova ala pediátrica do Hospital de S. João - o homem que, na realidade, já a começou - aparece neste videoclip da TVI (Quarta-feira, 11 de Abril).

Não sou eu, que nesse dia estava bastante zangado, porque eu não sei construir hospitais pediátricos.

Mas ele sabe.

21 abril 2018

Isabel Paulo

Bom trabalho da jornalista Isabel Paulo hoje no Expresso (pág. 18).

tinha feito outro a semana passada, mas o artigo dela não passou da versão online, e não foi publicado na versão em papel.

Independentemente dos órgãos de comunicação, são naturalmente os jornalistas do Porto os que estão a fazer o melhor trabalho sobre a situação das crianças internadas no HSJ.

O que é um bom trabalho neste assunto?

É um trabalho que ouve as diferentes partes envolvidas e não apenas os políticos e os administradores públicos.

Tribulações

Tribulações na Obra do Joãozinho:


2015

3 de Março - Realiza-se a cerimónia de lançamento da Primeira-pedra (cf aqui). A construtora dá início à instalação do estaleiro da obra.

8 de Abril - O estaleiro instalado, vão iniciar-se os trabalhos de demolição das velhas construções existentes no perímetro da obra.

Nessa altura, a administração do HSJ (presidida pelo Prof. António Ferreira) impõe como condição que os trabalhos só poderão prosseguir depois de assinado um Protocolo - redigido pela sociedade de advogados Cuatrecasas cujo director era o Dr. Paulo Rangel -, entre as três partes envolvidas (HSJ, Associação Joãozinho, consórcio construtor)

17 de Julho - Depois de vários episódios, o Protocolo é assinado.

Mas, nessa altura, a administração do HSJ impõe outra condição para que os trabalhos possam ser retomados - que todo o Projecto do Joãozinho seja submetido a análise do Tribunal de Contas.

28 de Setembro - O Tribunal de Contas pronuncia-se dando luz verde ao Projecto Joãozinho (dispensa de Visto Prévio por não estarem envolvidos dinheiros públicos).

2 de Novembro - A obra é retomada com os trabalhos de demolição (cf. aqui). O HSJ vai procedendo à desocupação das velhas construções existentes no local e a construtora vai avançando com as respectivas demolições.

26 de Novembro - Tomada de Posse do Novo Governo 

11 de Dezembro
- O HSJ pára os trabalhos de desimpedimento do espaço, mantendo o Serviço de Sangue a funcionar no local. A construtora prossegue com os trabalhos de demolição nos espaços entretanto desocupados.

2016

17 de Fevereiro
- A administração do Prof. António Ferreira cede o lugar à administração do Dr. António Oliveira e Silva no HSJ.

2 de Março - A construtora informa a Associação Joãozinho de que, por não desocupação do espaço e falta de "frente de obra", se vê obrigada a parar os trabalhos


Desde então, a Associação Joãozinho mantém o estaleiro da obra no local, à espera que o HSJ desimpeça o espaço, e está pronta a re-iniciar os trabalhos a todo o momento.

clip da TVI

Esta Quarta-feira o Joãozinho chegou ao Parlamento.

O momento está aqui num clip da TVI.

Aquela focalização da imagem, a certo momento do debate, na figura do Ministro da Saúde tem um significado.

Nenhum deputado do PSD falou com a Associação Joãozinho antes de tomar esta iniciativa parlamentar.

Dentre os grandes órgãos de comunicação social portugueses, aqueles que mais têm contribuído para trazer à superfície a verdade sobre o Joãozinho são a TVI, em televisão, e o JN e o Correio da Manhã, em jornal. Curiosamente, são também os mais populares ou de maior audiência nos seus respectivos géneros.

Eu estou agora muito esperançado que a Associação Joãozinho e o Governo vão dar as mãos e a obra possa (re)começar muito brevemente.

20 abril 2018

começaram

Começaram as demissões no Ministério da Saúde (cf. aqui).

mais

Posts mais partilhados:

Da última semana: Este.

Dos últimos 3 dias: Este.

de chumbo

O silêncio é de chumbo hoje, na comunicação social, sobre a ala pediátrica do Hospital de S. João.

Tenho o sentimento de que algo está para acontecer.

E que será bombástico.



PS. Afinal, sempre há notícias.

Dónde andan?

The Throw Brothers were last seen yesterday crossing Jointmountain on their way from Lisbon to Oporto.

Mission: To rescue brother Peter from the Fourhouses armada attack (round #5) to be held at Littlebushes on May 4th.

Back in Oporto, Peter Throw is worried regarding his brothers whereabouts.

Entonces?

Peter Throw waiting for the next Spanish Fourhouses Armada attack.

19 abril 2018

fâché

Je viens d'apprendre que Papa Encarnation est fâché avec moi.

Très fâché. C'est à cause du Portugal Contemporain.

Pierre Lance

Segunda-feira

Segunda-feira estarei em Lisboa (embora não no Ministério da Saúde) para começar a tratar com o Governo o recomeço da obra do Joãozinho.

Agradeço a disponibilidade para me receber, que foi manifestada esta manhã.

A posição da Associação Joãozinho é a seguinte:

1) A Associação Joãozinho pode continuar a obra sozinha e está pronta a recomeçá-la a todo o momento, assim que o espaço estiver desimpedido.

2) Esta obra é uma obra de bem-fazer e destina-se a que todos saiam bem dela, em primeiro lugar as crianças internadas no Hospital de S. João do Porto.

Por isso mesmo, a Associação Joãozinho oferece ao Governo a possibilidade de se associar a esta obra, fazendo-a em conjunto com ele e de mãos dadas.

3) Neste caso, a Associação Joãozinho não aceitará do Governo qualquer contribuição em dinheiro. Mas está disposta a discutir com ele várias formas de contribuição em espécie.

Não espero qualquer decisão saída da reunião de Segunda-feira. Mas espero-a nos dias imediatamente a seguir.

18 abril 2018

Finalmente

Finalmente, a verdade.

Mais uma vez, o JN.  Mas também o Correio da Manhã. Importantes foram igualmente a TVI, o Porto Canal e a RTP3, bem como a Lusa. E ainda o artigo do Luís Aguiar-Conraria no Observador.

O que é que o Joãozinho conseguiu hoje?

Uma meta muito importante: colocar-se no centro do debate público sobre a nova ala pediátrica do HSJ, que é onde pertence.

Parece-me agora certo que a obra do Joãozinho recomeçará dentro de dias, talvez duas a três semanas (quando o espaço for desimpedido).


Nota: O Joãozinho não se mete em política partidária. Não é do PS nem do PSD nem de qualquer outro partido. Quer apenas fazer a obra.

sepultura

"Mas por que é que acha que o Ministro nunca fala da Associação Joãozinho em público?",  perguntava-me esta manhã uma jornalista da Antena 1.

Respondi: "Porque, quando falar, vai-se saber que o principal responsável, nos últimos dois anos, pelas condições em que se encontram as crianças internadas no HSJ, impedindo a solução, foi ele próprio (e o presidente do HSJ)".

Entretanto, o Ministério da Saúde (Ministro e administração do HSJ, assessores incluídos) iniciou uma guerra mediática contra a Associação Joãozinho e o seu presidente que é desencadeada a partir de conversas  em off com os jornalistas.

Pretendem passar a seguinte mensagem: O Governo está pronto a fazer a obra. O grande obstáculo é a Associação Joãozinho que está a ocupar o espaço.

Vão perder. Ganhará a Verdade. O Ministro da Saúde, com as declarações que produziu esta manhã no Parlamento, está a cavar a sua própria sepultura.

Entretanto, o artigo do LAC, que é Professor de Economia na Universidade do Minho, está a ter grande impacto. Pela primeira vez, a história é contada de forma independente, razoavelmente completa e verdadeira.

A Verdade está a vir ao de cima. O Ministro da Saúde devia aproveitar a minha oferta para bem das crianças e antes que seja tarde.

Se não o fizer, estou muito convencido que, em breve, vai ter de se demitir. Será a Verdade a demiti-lo. Não eu.

e não só

"Crianças, profissionais e familiares sentem-se maltratados pelo Governo", diz o presidente do HSJ em entrevista à Rádio Renascença. (cf. caixa de comentários do post anterior)

Pelo Governo, e não só. Também pelo presidente do HSJ que, se tivesse cumprido aquilo a que está vinculado, a esta hora a ala pediátrica do HSJ estaria em vias de conclusão.

Luis Aguiar-Conraria

Aqui está um artigo no Observador, da autoria do Luis Aguiar-Conraria, que retrata fielmente a realidade sobre a obra do Joãozinho.

PS: Tem sido veiculado por certa imprensa que a Associação Joãozinho só angariou um milhão de euros para a obra. É falso. Um milhão de euros era o pagamento inicial devido à construtora, que foi feito.

17 abril 2018

a meias

A pressão mediática não abranda e a comunicação social parece agora que só se vai calar quando vir a obra a andar.

Existe uma só pessoa capaz de (re)começar a obra imediatamente.

Em nome do bem-estar das crianças, estendo a mão ao Ministro.

Esquecemos o que está para trás, damos as mãos e fazemos a obra a meias (Associação Joãozinho/Governo).

O Governo não tem de contribuir com dinheiro. Existem outras formas de contribuição.

Aguardo uma chamada do Ministério da Saúde. Eu próprio me deslocarei a Lisboa.

etérea

Existem agora duas obras para a construção da ala pediátrica do HSJ.

Uma é da Associação Joãozinho, está no terreno e, embora boicotada desde há dois anos, está pronta a ser retomada imediatamente. Foi sobre esta que falei ontem para a RTP3 (directo) e para a TVI (não-directo) e hoje falarei para o JN.

Outra é promovida pelo Governo, tem como principal intérprete o Ministro da Saúde, e é etérea. Foi esta que ontem dominou os meios de comunicação social e sobre ela só posso exprimir alguns factos e fazer outras tantas especulações.

O Presidente da República, embora no estrangeiro, há-de estar a pressionar fortemente o Governo para resolver o problema da ala pediátrica do HSJ.

O Governo remete o assunto para o Ministro da Saúde embora, naturalmente, o apoie. Por isso, o Ministro da Saúde aparecia ontem acompanhado do Primeiro-Ministro perante as câmaras de televisão.

O  presidente do HSJ, segundo os jornalistas que ontem me entrevistaram, já se recusa dar a cara por esta obra, e não presta declarações.

O ónus está agora todo sobre o Ministro da Saúde e a sua estratégia de comunicação é a seguinte:

i)) Nunca fala na Associação Joãozinho, como se ela não existisse e não estivesse no terreno. A propaganda oficial faz o resto - a RTP1 foi ontem o exemplo -, referindo-se a uma obra mecenática parada por falta de dinheiro, quando a realidade é diferente.

ii) Procura ganhar tempo e implicar o Ministro das Finanças.  Segundo ele, a autorização (do Ministro das Finanças) virá dentro de duas semanas.

Ora, esta obra não está prevista no OE2018 e, para o Ministro das Finanças, abrir excepções seria abrir a porta ao descalabro.

Existe um conflito que é público entre o Ministro das Finanças e o Ministro da Saúde. O mais provável é que o Ministro das Finanças se recuse a dar a "autorização" para esta obra em 2018; o melhor que pode fazer será inscrevê-la no OE2019.

Neste conflito, o Primeiro-Ministro parece ter uma posição de neutralidade ("Resolvam lá isso entre os dois").

Mesmo que a autorização fosse dada, teria de ser lançado em seguida um concurso público internacional para a obra que, se não houver contestações, demora cerca de um ano. Havendo-as, pode demorar muito mais.

Terá de haver também negociações com a Associação Joãozinho que será sempre colaborante, desde que essa colaboração implique o avanço imediato da obra, e não a sua remissão para as calendas gregas.

Por isso, eu estou agora a ser procurado pelos jornalistas. Digo a verdade. E se esta verdade chegar ao público, e não fôr abafada pela propaganda, o público não vai gostar:

a) Desde há dois anos que o Ministério da Saúde boicota a obra do Joãozinho.
b) A Associação Joãozinho está pronta a retomar a obra imediatamente.
c) A obra de que fala o Ministro da Saúde nunca será iniciada, na melhor das hipóteses, antes que decorra ano e meio.

Se esta verdade acabar por chegar ao público, há, pelo menos,  dois responsáveis que não vão poder manter-se nos lugares que presentemente ocupam: o Ministro da Saúde e o Presidente do HSJ.

16 abril 2018

RTP

Está a cumprir-se aquilo que previ no post anterior.

Estarei na RTP3 às 19:00 (e provavelmente também na RTP1 no Jornal das 20:00).

Aproxima-se o recomeço da obra do Joãozinho.

relambório

Quanto ao último trabalho do Observador.

Claro que há imaturidade dos jornalistas que procuram fazer do assunto uma questão política e não têm ainda maturidade sequer para ocultar as suas próprias preferências políticas.

Assuntos de crianças são para ser tratados por mulheres e homens adultos que tenham experiência na matéria. Pelas fotos, os jornalistas parecem muito jovens para isso. Lá chegarão.

Os jornalistas propõem-se responder a três questões que têm respostas muito simples e que não necessitavam daquele relambório para nada.

1. O que está a falhar?
R/O cumprimento por parte do HSJ da Cláusula 1ª do Protocolo ("Cedência do espaço") que assinou com a Associação Joãozinho e o consórcio construtor.

2. Porque está a falhar?
R/ Porque o HSJ não cumpre.

3. Como se resolve?
R/O Governo obrigando o HSJ a cumprir.

Mas o artigo tem um grande mérito. Continua a falar na Associação Joãozinho, que é aquilo que até há uma semana ninguém falava e muitos não queriam falar.

Quando a Associação Joãozinho se tornar central aos olhos da opinião pública, tudo será resolvido. A verdade virá então ao de cima, o HSJ desocupará imediatamente o espaço e a obra recomeçará.

Estamos a caminho.

Neste momento, o mais importante é que se continue a falar do assunto e, de preferência, que a Associação Joãozinho seja mencionada (bem ou mal não interessa tanto). Quanto mais frequente e intensamente isto acontecer mais rapidamente a obra será recomeçada.

Eu continuo a agradecer, em nome do Joãozinho, aos leitores do Portugal Contemporâneo. Aquilo que este blogue tem conseguido nos últimos meses em prol da obra do Joãozinho (edifício da direita, na imagem) é extraordinário.

duas semanas

Afinal, a autorização ainda não chegou.

Mas vai chegar.

Dentro de duas semanas.

Os olhos azuis (III)

(Continuação daqui)


III. Sim, sim, sim...Sim, sim, sim...


As testemunhas não podem assistir ao julgamento. De maneira que eu vou contar para o Dr. Avides Moreira para sua ilustração, e para os outros leitores deste blogue, como foi a parte final do depoimento do Dr. João Oliveira.

Depois daquele golpe decisivo, a advogada e ele voltaram a sentar-se e o interrogatório prosseguiu. Via-se na expressão dele que estava totalmente desconcentrado.

A advogada dirigiu-lhe, então, nova pergunta. Mas, mal tinha pronunciado as primeiras palavras, já ele acenava com a cabeça e respondia:

-Sim, sim, sim...Sim, sim, sim...

Outra pergunta, que ainda estava meramente nas palavras iniciais, e ele:

-Sim, sim, sim...Sim, sim, sim...

Mais outra pergunta, pareciam agora todas inocentes. Ele não parava de acenar com a cabeça, ao mesmo tempo que dizia:

-Sim, sim, sim...Sim, sim, sim...

Parecia agora um combate de boxe em que um dos lutadores já está no chão e o outro continua a bater-lhe.

O juiz teve de intervir para lhe pôr a mão por baixo. Levantou os braços e disse:

-O senhor está aí a responder sim, sim, sim...sim, sim, sim... Pense!...Prefiro que não responda do que esteja aí a responder sim, sim sim...sim, sim, sim...

Por um momento, ele recompôs-se. Mas não durou muito. Não conseguia atinar com qualquer resposta, já nem com as perguntas.

A advogada fez-lhe uma nova pergunta e ele não compreendeu. Voltou a fazê-la mas ele, com um ar de total incompreensão, já estava incapaz de racionalizar o que quer que fosse.

O juiz teve de intervir outra vez. Refez a pergunta da advogada, e ele lá disse alguma coisa.

Depois, o juiz voltou-se para a advogada, como que a justificar a sua intervenção:

-É que a senhora doutora é muito...cirúrgica!...

Cirúrgica. Cirúrgica era a palavra adequada. É uma palavra que sugere agulhas, bisturis, pequenas facas eximiamente afiadas.

Porque é disso que eu vou falar a seguir. Sempre para ilustração do Dr. Avides Moreira.